A Bruta Flor do Querer

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A Bruta Flor do Querer

Por | 2016-04-09T02:36:48+00:00 9 de Abril de 2016|Crítica Cinematográfica|0 Comentários

A Bruta Flor do Querer (Drama); Elenco: Diana Mota, Dida Andrade, Andradina Azevedo; Direção: Dida Andrade; Brasil, 2014. 76 Min.

“Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”

(Caetano Veloso)

Filme nacional que foge da embalagem comercial e é produção independente de dois recém-formados em cinema, que tiveram a sacação de fazer do que não estava dando certo o material para sua primeira obra cinematográfica de longa-metragem é “A Bruta Flor do Querer”. Ganhador dos prêmios de melhor fotografia e direção do Festival de Gramado,o longa entra em cartaz traçando um painel dos dilemas da juventude na atualidade.

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O filme de Dida Andrade conta a história de Diego (interpretado pelo próprio Dida) um cineasta recém-formado que luta para fazer cinema. Mas a necessidade de sobrevivência fala mais alto e o empurra para cobertura de casamentos e batizados. Sofrendo um bloqueio de inspiração, uma platonia desarvorada e crise financeira, Diego entra numa espiral de descontrole e insucessos, não consegue ficar com a menina que deseja e não administra fazer o que não gosta só para ganhar o vil metal.

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“A Bruta Flor do Querer”, na verdade, versa sobre o processo de criação do roteiro do próprio filme, em que a história esta misturada a esse caminho. E que nos oferece uma radiografia do que é ser jovem hoje. As crises de ansiedade, os “quereres”, todos procedentes e lúcidos, e que fazem parte da vida e do movimento da experiência. E ao mesmo tempo, proporciona aos seus criadores a oportunidade do desabafo, da terapia e do exercício da coragem de confessar desejos, sonhos e decepções. Em uma viagem ao contrário de “Depois de Tudo“, em que a  mesma fase da vida, com todas as suas características é abordada como lembrança, aqui é como tempo presente, sem saber onde vai dar, com todas as nuances de incertezas da vida real.

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Com roteiro de Dida Andrade e Andradina Azevedo “A Bruta Flor do Querer” tem cara de cinema experimental, é uma produção independente feita no melhor estilo Glauber Rocha, ‘com uma câmera na não e uma ideia na cabeça’ e apresenta dois cineastas que são conhecidos por seus curta-metragens: “Para que não me Ames” (2008),  dentre outros. Mas o destaque é a trilha sonora de Marcelo Rivas que tem de Caetano Veloso a Tchaikovsky.

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Em resumo, o longa é um painel de sonhos, luta pela sobrevivência e da necessidade humana de afeto e suas fugas. E é uma boa pedida para os  jovens, que vão se identificar, e para os mais cascudos que terão uma amostra grátis dos dilemas da juventude atual. Vale o ingresso.

Sobre o Autor:

Amante da sétima arte e escritora por hobby

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