‘Além do Homem’ choque cultural com cores fortes

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‘Além do Homem’ choque cultural com cores fortes

Por | 2018-06-21T04:43:56+00:00 21 de junho de 2018|Crítica Cinematográfica|0 Comentários

Além do Homem (Drama/Comédia); Elenco: Sérgio Guizé, Débora Nascimento, Otavio Augusto, Flávia Garrafa; Direção: Willy Biondani; Brasil, 2018.

Produção brasileira dirigida por Willy Biondani traz à baila o choque de culturas e costumes, reinventa o contato do homem “civilizado” com o mundo exótico e traz o estranhamento para a contemporaneidade.

Alberto (Sérgio Guizé) é um escritor brasileiro que mora em Paris e é obrigado a voltar para buscar informações sobre o desaparecimento de um antropólogo francês e a partir daí escrever um livro sobre o assunto. Distante culturalmente e afrancesado, Alberto se depara com um agreste carregado dos ranços culturais dos trópicos: as sexualização de tudo à ode a malandragem, da liberdade dos usos dos sentidos como sinônimo de vida às crendices locais. E assim o contexto está montado. O longa nos lembra “Caramuru a Invenção do Brasil” (2001) pela abordagem cômica das diferentes culturas; “Brincante” por sua poesia misturada ao cotidiano e à “Minutos Atrás” (2013) pela sua narrativa existencialista.

“Além do Homem” exagera nas cores para dar ênfase a seu viés e se arrasta sem sair do lugar, apresentando situações diversas que dizem a mesma coisa. Embora tenha uma vibe parecida o longa não se chega perto de “Cinema, Aspirinas e Urubus” (2005) em que também acontece um choque cultural ou a “Big Jato” que também tem o agreste como pano de fundo. Miscelâneas de todos eles “Além do Homem” é um patchwork que atira para todos os lados sem alvo certo.

O Longa de Willy Biondiani deo documentário “Sertão: Veredas” (2008) e que está em seu primeiro longa metragem de ficção, é recomendado para quem gosta de sacadas e piadas picantes, trocadilhos de duplo sentido e até que força uma barra para se tornar uma narrativa séria. E mostra que continuamos os mesmo e parecidos com nossos pais, só não trocamos mais a terra por espelhinhos e miçangas.

 

Sobre o Autor:

Editora do site Cinema & Movimento e crítica cinematográfica

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