‘Duas Rainhas’ a guerra dos tronos na vida real

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‘Duas Rainhas’ a guerra dos tronos na vida real

Por | 2019-04-03T13:16:33+00:00 3 de abril de 2019|Crítica Cinematográfica|0 Comentários

Duas Rainhas (Mary Queen of Scots)(Biografia/Drama/História);Elenco: Saoirse Ronan, Margot Robbie, Joe Alwyn;Direção:Josie Rourke; Reino Unido/USA, 2018. 1240Min.

Entra em cartaz um dos injustiçados do Oscar 2019, “Duas Rainhas”. Com uma história biográfica, maquiagem, figurino e produção de designer respeitáveis e as atuações magníficas de Saoirse Ronan e Margot Robbie, o longa traz a guerra dos tronos entre a Rainha da Escócia (Mary) e a Rainha da Inglaterra (Elizabeth I) no século XVI.

Elizabeth I (Margot Robbie) reinava sem casar-se e sem filhos durante os desmandos sangrentos entre a Escócia e Inglaterra em pleno século XVI, quando sua prima e viúva do Rei da França, Mary Stuart (Saoirse Ronan) volta para a Escócia. A partir daí seguem-se as articulações para impedi-la de ascender ao trono da Inglaterra, o qual era seu por direito. Com requintes de “Game Of Thrones” o longa dirigido por Josie Rourke é uma aula de História da realeza britânica; um painel das guerra européias do século XVI e uma produção cinematográfica de encher os olhos. Seu foco não são os palácios ou cenários, mas os diálogos, o ambiente cultural palaciano da época. “Duas Rainhas” nos traz uma visão de fora, a uma distância de mais de 400 anos da posição da mulher como realeza, vista pelos homens, pelas mulheres e dirigido por uma mulher.

Baseado no livro de John Guy “Rainha dos escoseses: a verdadeira história de Mary Stuart” (em tradução livre) o longa foi roteirizado por Beau Willimon de “House of Cards”, que sob a batuta de Josie Rourke lança uma perspectiva feminina sobre a história de Mary Stuart. Os destaques que não passam despercebidos são as atuações, o figurino e maquiagem e cabelo. Saoirse Ronan, enfim encontrou uma personagem que exigiu dela mais do que Eli de “Brooklin” (2015) ou L.B Mcpheson de “Lady Bird” (2017). Aqui Saoirse apresenta uma Mary Stuart terna, forte e astuta. Já Margot Robbie está soberba como Elizabeth I, um papel aristocrático e forte bem na contra mão de Arlequina de “Esquadrão Suicida” (2016) e a esquentada Tonya de “Eu, Tonya” (2017). O figurino tradicionalíssimo e fidedigno ao século XVI – estamos acostumados aos figurinos do século XVIII – assinado por Alexandra Byrne de “O Fantasma da òpera” (2004) e “Elizabeth” (1998). Mas o que marcou a estética do longa foi cabelos e maquiagem.

Em suma, “Mary Queen of Scots” (no original) é um filme para quem curte admirar a arte cinematográfica de viajar no tempo, passear pelos aspectos culturais de uma época e sua história com sofisticação, pois possui um texto inteligente, uma boa reconstituição de época e excelentes atuações. Vale o quanto pesa

Sobre o Autor:

Editora do site Cinema & Movimento e crítica cinematográfica

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