‘Mentes Sombrias’ questões adolescentes em ritmo de ação

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‘Mentes Sombrias’ questões adolescentes em ritmo de ação

Por | 2018-08-16T11:52:13+00:00 16 de agosto de 2018|Crítica Cinematográfica|0 Comentários

Mentes Sombrias (The Darkest Minds) (Ficção Científica/Thriller); Elenco: Amandla Stenberg, Harris Dickins, Skylan Brooks, Miya Cech; Direção: Jennifer  Yuh Nelson; USA, 2018. 104 Min.

 

Voltado para o público adolescente “Mentes Sombrias” é uma adaptação literária do livro de Alexandra Bracken que, através do gênero ação traz questões adolescentes para telona, como: cerceamento de talentos e ajustamento social. O longa é uma mistura dos mutantes da escola do professor Xavier (X-men), “Maze Runner” e “Jogos Vorazes”.

O enredo é apocalíptico e se  contextualiza num momento em que após uma doença fatal que acomete a crianças dizimar boa parte delas, os que sobrevivem  desenvolvem potencialidades estranhas à média dos humanos: leitura e manipulação de mentes; força extrema e levitação de objetos pesados; produção e super condução de eletricidade; super inteligência e poderes de mega destruição. Categorizados por cores o governo os recolhe e elimina os que considera mais nocivos. Destes, escapa viva Ruby (Amandla Stenberg) que manipula mentes. Na fuga encontra Liam (Harris Dickins) com poder de levitação e força; Zu (Miya Cech) de eletricidade e Chubs (Skylan Brooks) com super inteligência. Juntos eles procuram um refúgio do qual ouviram falar, em que, os mutantes, vivem em paz. Esse é o contexto para se criar romance, aventura e bastante ação como curtem os adolescentes, e a partir daí versar sobre incompreensão, rejeição, manipulação, sensação de não pertencimento e diferenças.

O longa bebe em muitas fontes: “Divergente”; “Black Mirror” (episódio Engenharia Reversa); “Maze Runner”, “Jogos Vorazes” e outros, se tornando mais um a figurar no panteão teen. A cineasta sul coreana Jennifer Yuh Nelson de “Kung Fu Panda 2” – pelo qual foi indicada ao Oscar – faz uma boa costura juntamente com  roteirista Chad Hodge, oriundo de séries de TV, quando juntam em camadas os conceito de coletividade e individualidade, numa fase da vida em que os dois estão bastante misturados. Os destaques vai para a trilha sonora assinada por Benjamin Wallfisch de “Blade Runner 2049” (2017) e a fotografia de Kramer Morgenthau de “O Exterminador do Futuro Gênesis” (2015) compondo um produto de alta tatibilidade, importante para o público para o qual se dirige.

Sendo um filme direcionado especificamente para os adolescente, mas não só; com uma abordagem que, dentro do gênero, traz questões próprias para faixa etária, causando, inclusive, muita identificação “Mentes Sombrias” tem qualidade técnica e é palatável.

 

Sobre o Autor:

Editora do site Cinema & Movimento e crítica cinematográfica

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