Sexo, Amor e Terapia

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Sexo, Amor e Terapia

Por | 2015-08-24T04:54:58+00:00 24 de agosto de 2015|Crítica Cinematográfica|0 Comentários

Sexo, Amor e Terapia ( Tu Veux…ou Tu Veux Pas?). (Romance/Comédia); Elenco: Sophie Marceau, Patrick Bruel, André Wilms, Sylvie Vartan; Direção: Tonie Marshall; França/Bélgica, 2014. 88 Min.

Ter o sexo como uma das linhas que costura o enredo já é chamariz suficiente, que o diga “Cinquenta Tons de Cinza”. Mas falar de sexo com classe, lá isso é outra coisa. “Sexo, Amor e Terapia” é uma comédia no estilo sessão da tarde que faz pensar as relações humanas a partir do sexo, com muita graça e categoria. Trata a sexualidade com naturalidade ressaltando seus paradoxos e fazendo uma analogia com o nossas contradições emocionais,  evita os clichês e deixa claro que  as borboletas não voam coloridas e encantadas quando se faz sexo com quem se ama, sexo é sexo estando apaixonado ou não.

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A história se resume ao seguinte: Lambert Levallois (Patrick Bruel) é psicanalista viciado em sexo que resolve mergulhar no trabalho e fazer terapia de grupo para resolver suas questões.  Judith Chabrier (Sophie Marceau) é uma ninfomaníaca muito bem resolvida que não consegue parar num emprego, porque sai com todo mundo. Desempregada se candidata a uma vaga de recepcionista num consultório de um dentista e vai parar no consultório de um psicanalista para uma vaga de ajudante de análise para terapia de casais, aí juntou a fome com a vontade de comer, pois a inexperiência de Judith como psicanalista e seu distúrbio sexual, no aconselhamento de casais nos dão momento hilários de muitas gargalhadas.

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Com argumento, pra lá de interessante que joga com a inteligência e o comportamento humano, Tonie Marshall juntamente com seus roteiristas oriundos de séries de TV criam uma história divertida, dinâmica com diálogos inteligentes. Além de ter Sophie Marceau de “Reencontro” (2014) e o indicado ao césar por “Qual o Nome do Bebê?”(2012) Patrick Bruel, conta também com as participações especiais de Jean-Pierre Marielle de “O Código Da Vinci” (2006) e Patrick Braoudé de “Amor e Confusão” (1997) como conselheiros amorosos.

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Tecnicamente o filme está no lugar comum das comédias, sem nada de extraordinário, mas as atuações e as circunstâncias apresentadas torna a película prazerosa de assistir. A fotografia de Pascal  é alegre e brincalhona e a trilha sonora contou com Loïc Dury, indicado ao César por “O Enigma Chinês” (2013),  Christophe Minck também de “O Enigma Chinês”, Phillippe Cohen-Solal de “Dança Comigo” (a versão americana de 2004) e Christophe Chassol de “Lamb” (2015), e é um capítulo à parte.

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Para quem gosta de rir da vida e dos paradoxos das relações humanas, apreciar uma interpretação competente, e  acima de tudo, gosta da pegada das comédias francesas, é uma boa pedida.

Sobre o Autor:

Amante da sétima arte e escritora por hobby

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