‘Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos’ – reflexão sobre alteridade e perspectiva

>>‘Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos’ – reflexão sobre alteridade e perspectiva

‘Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos’ – reflexão sobre alteridade e perspectiva

Por | 2018-06-24T10:52:32+00:00 3 de maio de 2018|Crítica Cinematográfica|0 Comentários

Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos (Your World isn’t for My Eyes) (Drama); Elenco: Soledad Villamil, Edson celulari, Robero Birindelli; Direção: Paulo Nascimento; Brasil, 2018. 96 Min.

O longa dirigido por e roteirizado por Paulo Nascimento versa sobre perspectivas e as várias formas de sentir/ver o mundo e a realidade. Cabendo, inclusive o questionamento do conceito de realidade. Com um roteiro simples e com algumas camadas de aspectos para reflexão “Teu Mundo Não Cabe em Meus Olhos” é uma ode ao respeito às singularidades dos indivíduos e um convite a empatia.

Vitório (Edson Celulari) é um cego de infância que se adaptou bem a seu novo estado, vive feliz, tem uma pizzaria no Bixiga e constituiu uma família junto com Clarice (Soledad Villamil). Quando a notícia de uma pesquisa experimental chega até Clarice, ela convence Vitório a fazer a cirurgia. A intervenção dá certo e Vitório volta a enxergar, porém perde todo o referencial de mundo que o norteava. Paulo Nascimento trabalha com o argumento de perspectivas e o respeito às diferenças e singularidades.

Estrelado pelo conhecido Edson Celulari, das novelas brasileiras, tem no elenco também a argentina Soledad Villamil de “O Segredo dos Seus olhos”(2009) e o uruguaio Roberto Birindelli de “O Crime da Gávea” (2017) e “Boi Neon” (2015). Filmado em Porto Alegre e contextualizado no bairro do Bixiga em São Paulo, a obra traz muito do cotidiano do homem comum. Paulo Nascimento é conhecido pelos filmes: “A Superfície da Sombra” (2017) e “A Oeste do Fim do Mundo” (2013). A história nos remete ao filme “Por Trás dos Seus Olhos” (2018) que traz a mesma abordagem.

Em suma, “Teu mundo Não Cabe em Meus Olhos” é um filme com uma pegada de reflexão sobre as diferenças de mundo, com alguma poesia. Com um elenco afinado o longa é uma boa pedida para pensar acerca da alteridade e empatia.

 

Sobre o Autor:

Editora do site Cinema & Movimento e crítica cinematográfica

Deixar Um Comentário