‘Judy’ o tiro no escuro que deu certo

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‘Judy’ o tiro no escuro que deu certo

Por | 2020-01-29T18:07:02+00:00 29 de janeiro de 2020|Crítica Cinematográfica|0 Comentários

Judy- Muito Além do Arco-íris (Judy) (Biografia/Drama/Romance); Elenco: Renée Zellweger, Richard Cordery, Bus Gary, Mat Nalton, Jessie Buckley; Direção: Rupert Goold; Reino Unido, 2019. 118 Min.

Um dos grandes chavões do cinema hoje é a cinebiografia, principalmente no âmbito da música. Vide: Kurt Cobain, Janis Joplin, James Brown, Fred Mercury e Elton John, para falar de alguns. Agora é a vez de Judy Garland (1922-1969). O longa baseado na peça teatral “End of the Rainbow” de Pete Quilter é um recorte na vida de Judy Garland – a eterna Doroty de “O mágico de Oz” (1939) – meses antes de seu falecimento em 1969. “Judy – Muito Além do Arco-íris” traz um painel de sua vida pessoal à época, e sua tournée em Londres em 1968.

A atriz que interpreta Judy Garland é Renée Zellweger dirigida pelo não tão conhecido Rupert Goold, diretor inglês de filmes e séries televisivas. A equipe toda de atores a produtores e cinegrafista não são do grande circuito internacional. Quem se salva é o compositor que assina a trilha sonora Gabriel Yared, ganhador do Oscar da categoria por “O Paciente inglês” (1996) e que fez parte da equipe musical de charles Aznavour. Também pudera, o filme é sobre a biografia de um dos ícones dos musicais da era de ouro de Hollywood, não dava para apostar em um nome sem currículo.

A produção do filme é bem modesta em relação à estrelas da broadway e Renée Zelweger é o chamariz de público que dá credibilidade ao longa, e o fez com maestria. Now How ela tem, haja vista sua atuação em “Chicago” (2002) e o oscar por “Cold Mountain” (2003). Ou, seja a produção de “Judy” (no original) é economica, sem muita portentosidade como vemos nas outras cinebiografias. Logo, presume-se ser uma grata surpresa a indicação a dois Oscars na edição 2020 – atriz principal e cabelo e maquiagem -. Mais ainda, da atriz ter ganhado o Globo de Ouro pelo papel. Não que não mereça, ao contrário, ela está divina. Mas, percebe-se pelo currículo do filme que este não foi o objetivo, simplesmente aconteceu. Ou, que Hollywood adooora uma cinebiografia. rsrs

De antemão já dá para antecipar, pela linha de raciocínio esboçada ao longo do texto que, a produção de “Judy – Muito Além do Arco-Íris” mirou no que viu e acertou no que não viu. Mesmo assim, o filme vale a pena ser visto pelo fomento de memória da grande atriz que foi Judy Garland, pela atuação de Renée Zellweger e pelo repertório musical. Simplesmente divino!

Sobre o Autor:

Editora do site Cinema & Movimento e crítica cinematográfica

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