Rogue One: Uma História Star Wars

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Rogue One: Uma História Star Wars

Por | 2018-06-17T00:41:08-03:00 18 de dezembro de 2016|Crítica Cinematográfica|0 Comentários

Rogue One: Uma História Star Wars (Rogue One) (Ação/Aventura/Ficção Científica); Elenco: Felicity Jones, Forest Whitaker, Diego Luna, Alan Tudyk; Direção: Gareth Edwards, 2016. 134 Min.

A saga Star Wars é uma das mais bem produzidas. Com uma história mitológica, um produto artístico bem acabado e comercialmente muito bem pensada, a jornada de luta dos rebeldes contra o Império é responsável pelo inicio da modalidade de franquia e pioneira do merchandising com a criação de figure actions. Iniciada na década de 70, Star Wars é a maior franquia da História do cinema com um universo expandido para outras mídias como: filmes de TV, livros, jogos eletrônicos, desenhos animados e quadrinhos com uma soma de produtos equivalentes a trinta milhões de dólares. Agora é a vez do spin-off “Rogue One” (no original) que se situa nos interstícios de “A Vingança dos Sith” (2005) e  “A Nova Esperança” (1977, fazendo a cola necessária para o entendimento de como os planos da Estrela do Morte chegam até as mãos da Princesa Léa.

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Galen Erso (Mads Mikkelsen) é o engenheiro que planejou a arma de destruição de planetas chamada Estrela da Morte para o, então, poderoso Sith Darth Vader. Pertencente  ala dos rebeldes isso lhe custou a vida da mulher e o desparecimento de sua filha Jyn Erso (Felicity Jones), que depois de se esconder uma infância inteira se torna a esperança dos rebeldes em conseguir os planos da arma mortal com a finalidade de encontrar um ponto fraco em sua constituição que possa ser usado para destruí-la. O  que vemos em “O retorno de Jedi” (1983). Os acontecimentos dessa busca são o chão da história do filme.

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A narrativa é muito bem contada, produzida e dirigida. A ideia original é de Gary Whitta, roteirista de “Star Wars Rebels” (série de TV) e de John Knoll que vem do nicho dos efeitos especiais. Trabalhou, inclusive em “Uma Nova Esperança”  e “O Retorno de Jedi”, fazendo escola com o próprio George Lucas. O roteiro ficou por conta de Chris Weitz de “um Grande Garoto” (2002) – pelo qual foi indicado ao um Oscar – e Tony Gilroy da Trilogia Bourne (Identidade, 2002/Supremacia, 2004/ Legado, 2012) e fechou redondinho pinçando links com aspectos importantes que caracterizam a saga, e que se conectam com o emocional dos fãs, como: as naves espaciais, as máquinas, as criaturas interplanetárias, os espaços interiores das aeronaves, principalmente, a imperial e a da  Estrela do Morte, os combates e as cenas com os robôs C3PO, R2D2, Darth Vader e a Princesa Léa. A manutenção da estrutura narrativa também é um detalhe importante, destacando as tiradas de humor.  A linha de abordagem de humanização dos robôs, como como vimos com os já citados e Bb8 em “O Despertar da Força” (2015) está se tornando uma marca registrada, agora  é  a vez de K2SO um robô imperial reprogramado que é a personificação do sarcasmo e da ironia.

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Dirigido por Gareth Edwards oriundo do nicho dos efeitos especiais e mais conhecido por “Godzilla” (2014) “Rogue One” é um prato muito bem temperado com ênfase na ação e na igualdade de importância na luta, pois Felicity Jones como personagem principal aparece pouco e o grupo é muito mais ovacionado em conjunto do que um elemento em especial. Quem rouba a cena é o mago Chirrut Imwe (Donnie Yen), já que falamos de poder da força, mas nada que faça a diferença de forma gritante. No filme de Garreth Edwards temos de fato a Guerra nas Estrelas com toda a pompa e circunstância.

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Um parêntese espaçoso é necessário ser aberto para falar da trilha sonora assinada por Michael Giacchino. O compositor em momento algum impôs seu estilo, pelo contrário, manteve, brilhantemente, a vibe de JonhWilliams, se encaixando no roteiro como que numa conversa com os personagens. A trilha sonora em “Rogue One” é uma excelente remetência de memória afetiva e quase um personagem, inclusive no humor, de uma forma muito mais direta do que estamos acostumados a ver.

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Outro ponto importante é a presença de Darth Vader em doses homeopáticas e instigantes. Em “O Despertar da Força” (2015) Vader é um legado de memória através de seu neto Kilo Ren. Em “Rogue One” ele paira no ar como uma grande força temida e  também aparece muito pouco. Mas quando aparece é delírio total. Ou seja, trabalharam muito bem essa expectativa  como atrativo principal de uma forma que satisfez e continuou no invólucro de mistério e de importância.

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“Rogue One: Uma História Star Wars” não é mais um episódio da saga, é um produto estanque que situa os fãs sobre o que acontecia no interior das relações dos rebeldes entre si e de seus planos contra o Império. “Rogue One” não tem pretensão de continuação, é só que está ali, e é muito bem feito. O Spin-off de Gareth Edwards  é um superproduto dessa franquia poderosa que não pára de se reinventar inteligentemente. Que a Força Continue Conosco!

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  •  Editado em 19/12/20016

Sobre o Autor:

Editora do site Cinema & Movimento e crítica cinematográfica

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