Sex Tape: perdido na nuvem

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Sex Tape: perdido na nuvem

Por | 2014-08-19T03:00:17-03:00 19 de agosto de 2014|Crítica Cinematográfica|0 Comentários

Sex Tape: perdido na nuvem. (Sex Tape). (Comédia); Elenco: Cameron Diaz,  Jason Segel, Nat Faxon; Diretor: Jake Kasdan. USA, 2014. 94 Min.

O ano tem sido promissor para atriz e produtora Cameron Diaz. Depois de”Mulheres ao ataque” de Nick Cassavetes, de ter completado as gravações de “Annie” (It’s a hard knock life – no original) de Will Gluck, para o ano de 2015 e anunciado as gravações de “Professora sem Classe 2” de Jake Kasdan, agora é a vez da estreia da comédia “Sex Tape: perdido na nuvem”, na qual juntamente com Jason Segel interpretam o casal Annie e Jay, que se relacionam desde a faculdade e que, após quinze anos e dois filhos, veem-se as voltas com a rotina do casamento e desejam apimentar sua relação conjugal. A solução encontrada foi gravar um vídeo de sua noite de amor testando todas as posições sexuais que constam num livro de autoajuda para casais

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A questão que catalisa toda a trama é a de que o vídeo gravado foi, automaticamente, compartilhado entre os dispositivos conectados a central de armazenamento de arquivos do marido (nuvem). A partir da descoberta, para evitar constrangimentos,  correr contra o tempo para resguardar a imagem passa a ser a ordem do dia. O enredo provoca a alternância de risos/gargalhadas e alguns pequenos momentos de  reflexão sobre os segredos de todos nós e sobre a paranoia que fomentamos no dia-a-dia sob a égide da hipocrisia.

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A história é de Kate Angelo, produtora de “Will & Grace” (série de TV), roteirizada pelo próprio Jason Segel que tem uma farta experiência em comédias,como “Ressaca de Amor” (2008) e “Como eu conheci sua mãe” (2005), além de ter interpretado as vozes de Gary em “Muppets” (2011) e Vector em “Meu malvado favorito” (2010). A direção ficou por conta de Jake Kasdan, produtor, diretor e ator conhecido pelo premiado ” A vida é dura: a história de Dewey Cox” (2009).

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O estilo nos lembra os takes de “Mr. Bean” e é cheio de referências, de “Rei Leão” a “Branca de neve e os sete anões”e ainda revela uma Cameron Diaz, do  alto de seus quarenta e um anos nua, pela primeira vez na telona, e super em forma. Tem também a participação de Robe Lowe de “Brothers & Sisters” (série de TV) na pele de Hank , chefe de Annie em cenas pra lá de Abaixo a hipocrisia, numa performance hilária e; de Black Jack como dono de um canal de compartilhamento de vídeos pornográficos, com tiradas filosófico-existencialistas típicas de botequim, pela sua simplicidade, objetividade e cotidianidade, conjecturas essas, que todos nós, deveríamos fazer de vez em quando.

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O longa é uma história linear, divertida, mas de familiar não tem muita coisa. Há cenas de nudez, sexo e consumo de drogas o que elevou a idade de recomendação para a partir dos dezesseis anos. A produção é o comum das comédias blockbuster e dá para esquecer as agruras da vida por uma hora e meia. E ainda, sair refletindo sobre essa coisa de privado X público e sobre as novas tecnologias de compartilhamento de arquivos. Nuvem?..Vê lá, hein?! Vai que chove…..rsrsrsrs

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Sobre o Autor:

Crítica cinematográfica, editora do site Cinema & Movimento, mestre em educação, professora de História e Filosofia e pesquisadora de cinema. Acredito no potencial do cinema para fomentar pensamento, informar, instigar curiosidades e ser um nicho rico para pesquisas, por serem registros de seus tempos em relação a indícios de mentalidades, nível tecnológico e momento histórico.

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