‘Capitã Marvel’ vibe adolescente

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‘Capitã Marvel’ vibe adolescente

Por | 2019-03-12T23:21:49+00:00 12 de março de 2019|Crítica Cinematográfica|0 Comentários

Capitã Marvel (Capitain Marvel)(Ação/Aventura/Ficção-científica);Elenco:Brie Larson, SamuelL. Jackson, Ben Mendelson, Jude Law, Annette Bening;Direção:Anna Boden e Ryan Fleck; USA, 2019. 124 Min.

Quem esperava que a estreia da heroína superpoderosa da Marvel, na semana da mulher, fosse portentosa e reflexiva, perdeu a viagem. O que não significa que isso seja ruim. Capitã Marvel/Carol Danvers é uma heroína surgida nas HQs em 1968, criada por Ray Thomas e Gene Calan e apareceu pela primeira vez na Marvel Superheroes#13.Estreou sua própria HQ em 1977. Após idas e vindas nas Histórias em Quadrinhos e, com o empoderamento feminino, a heroína adentrou o portal do universo estendido Marvel para o cinema ganhando, agora, um longa-metragem para chamar de seu. Dirigida pelos parceiros de longa data Anna Boden e Ryan Fleck o longa conta a história da piloto da força aérea americana que ganhou super poderes a partir da explosão de uma engenhoca alienígena, de tecnologia Kree. A forma de contar essa história se parece um pouco com o vai-e-vem de flashes de “Aquaman” e tem um viés adolescente e bem engraçado. E é o início de uma saga comercial que, se vingar, promete.

Uma das especialidades da Marvel é conectar aspectos de suas histórias num emaranhado muito bem tecido e com links procedentes, e dessa vez não foi diferente. O filme se conecta com o início da iniciativa Vingadores, com o tesserac e até, dá explicação do olho pirata de Nick Fury (Samuel L. Jackson) – e mais hilária não podia ser – A vibe é de piadas leves e sutis, de muito bom gosto e no time certo que deixa a história gostosa de assistir. A aposta é no público juvenil que se identificará com a iniciação de carol Danvers ao tentar controlar seus poderes e seu sarcasmo e rebeldia leves. O roteiro é robusto dentro do contexto em que está inserido, tem muitas camadas de aventura e segredos; e prende a atenção com muita competência, oferecendo reviravoltas na medida e muita ação, é claro.

Brie Larson está muito bem na pele da Capitã Marvel cotada para ser a salvadora do universo contra Thanos em “Guerra Infinita: Ultimato”. Anna Bodem – primeira diretora mulher dos estúdios Marvel – e conhecido por “Parceiros de Jogo” (2015), juntamente com Ryan Fleck, oriundo de séries de TV e parceiro de longa data de Boden em seus projetos cinematográficos e na vida real, esbanjam descontração ao dirigir e roteirizar o longa sem exagerar no humor, como se viu em “Thor: Ragnarok” (2017) e sem deixar falta-lo como em “Quarteto Fantástico” (2015). A dupla conseguiu enxugar o máximo e deixar no ponto certo.

Como apresentação da heroína e como argamassa que faz a cola entre “Vingadores: Guerra Infinita” e “Vingadores: Ultimato” “Capitã Marvel” mandou bem. Não decepciona, mas também não entusiasma. Mas, vale o ingresso.

Sobre o Autor:

Editora do site Cinema & Movimento e crítica cinematográfica

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